Na sociedade do conhecimento e no cenário globalizado do século XXI não é mais novidade que, para participar da economia mundial de uma forma cada vez mais digna e menos dependente, o aumento da competitividade das empresas é fator fundamental em todas as regiões e setores. Entretanto, a revolução científico-tecnológica do século XX levou o desafio da competitividade para além da redução de custos e do aumento da qualidade, impondo às empresas a necessidade permanente de inovar.
Estudos realizados por diversas instituições internacionais, entre elas a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e o Projeto Millenium, das Nações Unidas, têm comprovado e destacado o papel da inovação como fator de competitividade. Nesse sentido, a Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (Pitce) definida pelo Governo Brasileiro tem como elementos centrais de suas diretrizes o estímulo à inovação tecnológica e o aumento da capacitação para inovação na indústria.
De fato, o setor público vem dando crescente importância à inovação como ferramenta de competitividade nas empresas, como mostra a recentemente aprovada Lei de Inovação e os diversos mecanismos de apoio à inovação, tanto de ordem fiscal e financeira quanto de suporte tecnológico e gerencial, vinculados, principalmente, ao Ministério da Ciência e Tecnologia e ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
O Sebrae, entidade de apoio ao desenvolvimento empresarial que dispensa apresentações, destaca em suas diretrizes estratégicas para 2006-2010 o papel do desenvolvimento tecnológico e da inovação como variáveis fundamentais para a competitividade das empresas. No mesmo sentido, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), considera que o maior valor agregado na produção hoje provém do conhecimento; que a informação constitui insumo básico para a competitividade; que a agilidade e a qualidade são elementos essenciais no contexto competitivo e que a inovação é uma estratégia chave para o desenvolvimento econômico. Da mesma forma, o Movimento Brasil Competitivo (MBC), criado com o objetivo de fortalecer a capacidade do País de competir no cenário internacional, mantém um programa especial de mobilização para o uso de instrumentos de apoio à inovação como ferramenta de competitividade.
Inovar em produtos e serviços, inovar em processos, inovar em tecnologias de gestão e em modelos de negócios é a palavra de ordem para estabelecer diferenciais competitivos que permitam enfrentar o avanço da concorrência nos mercados nacional e internacional.
A inovação é resultado de uma cultura específica, desenvolvida em ambientes favoráveis para tanto, e resultado da atividade de profissionais inovadores. E como processo organizacional com características próprias e com focos diferenciados (tecnologia, gestão, processos, produtos, negócios), deve ser objeto de uma gestão especializada.
Promover a cultura da inovação, estimular a criação de ambientes inovadores, contribuir para a formação de profissionais criativos e auxiliar as instituições públicas e privadas na gestão de seus processos de inovação são os objetivos do IBQP nesta área.
A importância da inovação para a própria sobrevivência das empresas é o motivo do IBQP estar incorporando o termo ao seu nome: Instituto Brasileiro da Inovação e Produtividade (IBIP) e de estruturar um programa específico de pesquisa, planejamento e capacitação nessa área.
Nesse sentido, o IBQP realiza atividades de prospecção e análise de tendências; de benchmarking nacional e internacional nas áreas de capacitação e gestão da inovação; de identificação e sistematização de instrumentos públicos e privados de apoio e fomento à inovação empresarial; de apoio ao planejamento de espaços urbanos de inovação tecnológica e de apoio na realização de curso de capacitação em gestão da inovação tecnológica.
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